Era uma vez…


Era uma vez um menino muito inteligente. Ele nasceu muito magro porque a mãe dele tirou ele antes do tempo da barriga. Não foi um parto normal, foi cesariana. A mãe dele nunca deu leite do peito pra ele. Mas deu muito leite ninho e depois leite de vaca. A mãe dele decidiu criar ele sozinha. Nunca permitiu que o pai chegasse perto. Se mudou para bem longe e nunca deu noticias. O pai ficou muito chateado com isso pois ele sabia do nascimento do filho e tinha dado o sobrenome para o filho apenas. Mas será que o sobrenome é o suficiente? Nem o nome o pai deu, o nome foi a mãe que escolheu. Tudo na vida dessa criança foi a mãe que escolheu. Mas ela deveria ter escolhido outro pai biologico. O pai passou a infancia inteira da criança bem longe e muito triste. Ele não conseguiu ensinar nada para o filho durante a infancia. Os brinquedos que tinha comprado, teve que dar para outras crianças. Mas um dos brinquedos guardou, para que o filho talvez pudesse dar para o filho dele.
Mas o pai sabia que um dia a criança cresceria e procuraria ele para ajudar a pagar a faculdade. O pai decidiu que não iria pagar faculdade nenhuma pois se não pode educa-lo então o filho que aprenda sozinho o suficiente para passar em uma faculdade gratuita. Se ele quizer ajuda que deixa-se o pai ensina-lo como passar em uma faculdade gratuita. Mas isso seria apenas depois dos 18 anos. Enquanto isso a mãe iria cuidar da criança muito distante do pai. O pai decidiu que seria melhor fazer outro filho para educar tudo que não conseguiu educar no primeiro filho. Mas o pai estava tão deprimido que não conseguia emprego para sustentar uma outra familia. Em todas as entrevistas não passava.
O pai ficou morando de favor na casa da avó esperando o tempo passar junto com a depressão. Mas isso nunca passava. Então o pai voltou a estudar, para ver se animava um pouco mais. Decidiu estudar em vez de trabalhar porque a depressão saia um pouco na sala de aula. De tanto imaginar o filho passou a conversar com ele em pensamento. Mas não era a mesma coisa que ver ao vivo. Pel menos namorava uma moça muito amorosa e compreensiva. Isso ajudava ele a esquecer o filho. Ele ajudou sua namorada a crescer na vida embora ela tivesse que sofrer muito para isso estudando e trabalhando. Ele fazia dois cursos ao mesmo tempo. Um de manha e outro de noite. E assim o tempo passou. E a infancia de seu filho também passou.
O pai da mãe dele comecou a ficar doente e parecia morrer mas cedo, mas a mãe não entendeu que tinha a ver com ela proibir o filho de ver o pai. Ela não acreditava na lei do retorno. Para cada ano que o filho ficou sem ver o pai, foi um ano a menos de vida para o pai dela.
Depois que a criança cresceu ele se casaria com uma mulher que morreria cedo e deixaria uma filha para ele cuidar. Sem saber o motivo, a lei do retorno agiria novamente, só que dessa vez em seu filho.

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