Anta


Tapirus

Tapirus terrestris

Tapirus terrestris

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Perissodactyla
Família: Tapiridae
Gray, 1821
Género: Tapirus
Brisson, 1762
Espécie-tipo
Hippopotamus terrestris

Tapirus é um gênero de Perissodactyla da família Tapiridae que habita a América Central, a América do Sul e o sul da Ásia, sendo conhecidos popularmente por anta outapir. São os maiores mamíferos dos Neotrópicos e também os únicos da ordemPerissodactyla, os ungulados de dedos ímpares. Atualmente, são conhecidas cinco espécies viventes.

Etimologia

“Anta” originou-se do termo árabe lamta .

Também são conhecidos pelo nome tupi tapir, derivado do original tapi’ira .

Taxonomia e evolução

O gênero Tapirus foi descrito por Mathurin Jacques Brisson, em 1762.  Antes disso,Linnaeus havia considerado as espécies do gênero dentro de Hippopotamus. A família Tapiridae só foi descrita por John Edward Gray em 1821. A espécie tipo considerada,Tapirus terrestris, incluía Tapirus pinchaque. Tapirus bairdii já foi classificado em um gênero a parte, Tapirella, e Tapirus indicus em Acrocodia. Atualmente, todas estão incluídas no gênero Tapirus.

Os primeiros tapirídes, tais como Heptodon, apareceram no Eoceno. Eram muito parecidos com as espécies atuais, mas tinham metade do tamanho e careciam daprobóscide. Os primeiros tapirídeos verdadeiros surgiram no Oligoceno. No Mioceno, o até então Miotapirus era indistinguível no atual Tapirus. Tapirídeos asiáticos e americanos divergiram entre 20 a 30 milhões de anos atrás: os ancestrais das antas migraram para a América do Sul cerca de 3 milhões de anos atrás, como parte Grande Intercâmbio Americano.5 Por muito tempo, as antas eram comuns na América do Norte, se extinguindo cerca de 10000 anos atrás.6 T. merriami, T. veroensis, T. copei, e T. californicus se tornaram extintos na América do Norte no Pleistoceno. O “tapir -gigante” Megatapirus sobreviveu até 4000 anos atrás, na China.

Estudos moleculares sugerem que a primeira espécie atual a divergir no gênero Tapirus foi Tapirus indicus, há cerca de 9 milhões de anos, seguido por Tapirus bairdii, cerca de 5 milhões de anos atrás. O clado contendo Tapirus terrestris e Tapirus pinchaque divergiu de Tapirus kabomani há 500 mil anos. Entretanto, T. pinchaque, neste mesma análise filogenética, torna o clado de T. terrestris parafilético.

Espécies viventes

São conhecidas cinco espécies do gênero, sendo que uma quinta espécie foi descrita em 2013.7

Espécies do gênero Tapirus, incluindo T. kabomani.
Espécie Peso Estado na IUCN Ocorrência
Tapirus bairdii

Tapirus bairdii

150 – 400 kg Status iucn3.1 EN.svg
Em perigo8
Belize, Colômbia, Costa Rica,Guatemala, Honduras, México,Nicarágua, Panamá, El Salvador(extinta)
Tapirus indicus

Tapirus indicus

250 – 320 kg Status iucn3.1 EN.svg
Em perigo9
Indonésia (ilha de Sumatra), Malásia,Myanmar, Tailândia
Tapirus kabomani 110 kg Não avaliada Brasil, Colômbia, Guiana Francesa
Tapirus pinchaque

Tapirus pinchaque

150 – 225 kg Status iucn3.1 EN.svg
Em perigo10
Bolívia (extinta), Colômbia, Equador,Peru, Venezuela (extinta)
Tapirus terrestris

Tapirus terrestris

150 – 320 kg Status iucn3.1 VU.svg
Vulnerável11
Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia,Equador, Guiana Francesa, Guiana,Paraguai, Peru, Suriname, Venezuela

Características

A anta chega a pesar trezentos quilogramas. Tem três dedos nos pés traseiros e um adicional, bem menor, nos dianteiros. Tem uma tromba flexível, preênsil e com pelos, que sente cheiros e umidade. Vive perto de florestas úmidas e rios: toma, frequentemente, banhos de água e lama para se livrar de carrapatos, moscas e outros parasitas.

Herbívora monogástrica seletiva, come folhas, frutos, brotos, ramos, plantas aquáticas, grama e pasto. Pode ser vista se alimentando até em plantações de cana-de-açúcar, arroz, milho, cacau e melão. Passa quase dez horas por dia forrageando em busca de alimento. De hábitos noturnos, esconde-se de dia na mata, saindo à noite para pastar.

De hábitos solitários, são encontrados juntos apenas durante o acasalamento e a amamentação. A fêmea tem geralmente apenas um filhote, e o casal se separa logo após o acasalamento. A gestação dura de 335 a 439 dias. Os machos marcam território urinando sempre no mesmo lugar. Além disso, a anta tem glândulas faciais que deixam rastro.

Quando ameaçada, mergulha na água ou se esconde na mata. Ao galopar, derruba pequenas árvores, fazendo muito barulho. Nada bem e sobe com eficiência terrenos íngremes. Emite vários sons: o assobio com que o macho atrai a fêmea na época do acasalamento, o guincho estridente que indica medo ou dor, bufa mostrando agressão e produz estalidos.

Tapirus terrestris

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Tapirus terrestris
Brazilian - Lowland tapir.jpg
Estado de conservação
Status iucn3.1 VU pt.svg
Vulnerável (IUCN 3.1) 
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Perissodactyla
Família: Tapiridae
Género: Tapirus
Espécie: T. terrestris
Nome binomial
Tapirus terrestris
Linnaeus, 1758
Distribuição geográfica
Distribuição geográfica da anta-brasileira.   Extinta   Presente   Provavelmente presente

Distribuição geográfica da anta-brasileira.
Extinta   Presente   Provavelmente presente
Subespécies
  • T. t. terrestris Linnaeus, 1758
  • T. t. aenigmaticus Gray, 1872
  • T. t. colombians Hershkovitz, 1954
  • T. t. spegazzinii Amhegino, 1916

Tapirus terrestris, popularmente conhecido como anta, anta-brasileira, anta-gameleira, anta-sapateira, antaxuré, batuvira, pororoca, tapiira, tapir, tapira,tapiretê e anta-comum, é um mamífero perissodáctilo da família Tapiridae e gênero Tapirus. Ocorre desde o sul da Venezuela até o norte da Argentina, em áreas abertas ou florestas próximas a cursos d’água.

É o maior mamífero do Brasil e o segundo da América do Sul, tendo até 300 kg de peso e 242 cm de comprimento. Possui uma probóscide, que é usada para coletar alimento. É um animal frugívoro, e tem um papel importante na dispersão de sementes, principalmente na Amazônia. Seus predadores são grandes felinos, como a onça-pintada e a suçuarana, além do homem.

A anta é listada como “vulnerável” pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais. Desapareceu no limite sul de sua distribuição geográfica, da Caatinga e das regiões próximas aos Andes. Isso se deve principalmente à perda de habitat e à caça predatória.

Etimologia

“Anta” deriva do termo árabe lamTa. “Tapiira”, “tapir” e “tapira” derivam do termo tupi tapi’ira, “semelhante à anta”. “Tapiretê” deriva do tupi tapire’tê, “tapir verdadeiro”.

Taxonomia e evolução

A anta pertence a ordem Perissodactyla, família Tapiridae e gênero Tapirus, e foi descrita por Carl Linnaeus em 1758. Linnaeus considerou a espécie no gêneroHippopotamus.

São reconhecidas quatro subespécies:

Estudos filognéticos, usando sequências do gene da enzima mitocrondial citocromo c oxidase II, demonstraram que a anta (Tapirus terrestris) é mais aparentada à outra espécie sul-americana, Tapirus pinchaque. Essas duas espécies tiveram um ancestral comum, que chegou na América do Sul pelo istmo do Panamá, há cerca de 3 milhões de anos. Um estudo mais recente, que inclusive descreve um táxon basal ao clado T. pinchaque e T. terrestris (a espécieTapirus kabomani), baseando-se em sequências da enzima citocromo b, considera que T. terrestris seja parafilético. As populações de T. terrestris que ocorrem no Equador são mais intimamente relacionadas a T. pinchaque e abre discussão a cerca da variabilidade dentro de T. terrestris.

O registro fóssil mostra que o gênero Tapirus surgiu na América do Sul entre 2,5 a 1,5 milhão de anos atrás, na Argentina. Os mais antigos fósseis da anta datam do Pleistoceno e foram encontrados na região do rio Juruá, no Acre, Jacupiranga e Jaupaci.

Distribuição geográfica e habitat

A anta ocorre desde o sul da Venezuela até o norte da Argentina, habitando também o Chaco paraguaio e todo o Brasil. Sua distribuição diminuiu nos limites sul, na Argentina, principalmente por conta da caça e perda de habitat. Provavelmente foi extinta na Caatinga e no Chaco seco, de forma que agora ela está praticamente restrita à áreas mais úmidas no Pantanal e Amazônia. É provável que suas densidades fossem sempre baixas na Caatinga, ocorrendo em apenas algumas áreas úmidas em zonas de transição desse bioma com outros, como a Mata Atlântica.

Habita áreas florestadas ou abertas próximas a cursos d’água permanentes, preferindo áreas com abundante vegetação ripária. Pode ser encontrada até 1 500 m de altude, no Equador, e em outras localidades, até 1 700 m. Durante o dia se abriga nas florestas e à noite podem ir a descampados forragear. Ao longo das áreas em que ocorre, a presença de palmeirasé um fator importante para o estabelecimento de antas. Na Mata Atlântica brasileira, a espécie habita áreas abundantes empalmito-juçara (Euterpe edulis) ou jerivá (Syagrus romanzoffiana) (principalmente na floresta estacional semidecidual); no nordeste do Pantanal, áreas ricas na palmeira-bacuri (Scheelea phalerata) e na Amazônia e Cerrado, em buritizais (Mauritia flexuosa).

Em áreas fragmentadas, a anta pode ser encontrada em campos cultivados e em plantações de Eucalyptus, provavelmente utilizando essas áreas de forma oportunista, seja como corredor entre fragmentos de floresta, seja para procurar comida. De forma geralmente, essas áreas são evitas pela anta.

Descrição

A anta é o maior mamífero sul-americano.

É o maior mamífero do Brasil e o segundo da América do Sul (sendo menor apenas queTapirus bairdii), medindo entre 191 e 242 cm de comprimento, com a cauda tendo menos de 10 cm nessa medida. A altura na cernelha dos machos está entre 83 e 118 cm, sendo que as fêmeas possuem entre 83 e 113 cm de altura. O peso está entre 180 e 300 kg, e as fêmeas tendem a ser maiores que os machos.: em média, elas possuem 233 kg, ao passo que os machos possuem 208 kg. Apesar disso, não parece existir diferenças osteológicas significativas entre os sexos.

A probóscide da anta é a menor dentre os tapirídeos.

É distinguível dos outros tapirídeos por possuir uma crina, que vai desde o pescoço até a fronte da cabeça, em cima de uma crista sagital. Essa crista sagital possui um padrão único no desenvolvimento, emergindo do topo do crânio, e não a partir de cristas parassagitais no osso temporal, como nas outras três espécies de tapirídeos. A ontogênese dela está relacionada ao tamanho do músculo temporal, que é muito desenvolvido e extenso em sua origem, mesmo em recém-nascidos. A pele é mais grossa na nuca, e abaixo da epiderme há uma camada de tecido fibroso. Os adultos possuem uma cor marrom escura, ao passo que os juvenis são marrons com listras horizontais brancas. As pontas das orelhas são brancas.

A fórmula dentária é Superior: 3.1.4.3 / Inferior: 3.1.3-4.3, Total = 42-44. Os incisivos possuem forma detalhadeira: o terceiro incisivo superior se parece com um canino e o terceiro incisivo inferior é reduzido. Os caninos são cônicos e separados dos pré-molares por um diastema. Os pré-molares são muito semelhantes aos molares. Os molares sãolofodontes, visto ter uma dieta frugívora.

Possui uma probóscide, usada para pegar frutas e folhas. A probóscide não tem parte óssea, cartilaginosa e nem musculatura intrínseca. Em contrapartida, o tecido do lábio superior é adaptado de tal forma que permite o surgimento de uma estrutura móvel e flexível. Os músculos envolvidos na movimentação da probóscide são os músculos levantador do lábio superior,levantador nasolabial, levantador do ângulo da boca e nasal lateral.A probóscide da anta é a mais curta dentre todos ostapirídeos.

É um ungulado não-ruminante, possuindo um intestino típico de animais fermentadores, como o cavalo, com o ceco bastante desenvolvido. Como os outros perissodáctilos, perdeu o primeiro dígito dos membros anteriores, e apoiam o peso do corpo apenas no terceiro dedo. O segundo e terceiro dedos são menores, e o quinto dedo não toca o chão, a menos que caminhe em ambientes arenosos ou demasiadamente lamacentos.

Comportamento e ecologia

A anta é uma boa nadadora.

A anta é o último elemento da megafauna na Amazônia e constitui-se em um importante dispersor de sementes. É um grande mamífero não-ruminante e frugívoro. Isso se deve principalmente porque a anta defeca na água, o que faz com que o padrão de dispersão também seja único.

É um animal tipicamente crepuscular e solitário, sendo visto aos pares quando no período de estro das fêmeas e em unidades familiares (sem machos adultos) quando estão com filhote. Em ambientes perturbados pelo homem, pode se tornar estritamente noturno. É capaz de nadar muito bem, inclusive em rios amplos, como o rio Amazonas. Quando anda de forma lenta, sua postura é característica, com a cabeça abaixada, mas quando corre a mantém levantada.

Foram reportadas quatro tipos de vocalizações, emitidas em contextos específicos: um guincho estridente e flutuante é emitido durante dor e medo; guinchos de baixa frequência e curta duração são emitidos durante comportamento exploratório; sons parecidos com “cliques” parecem usados em contextos de contato social e bufos violentos são sons de ameaça durante encontros agonísticos. A marcação com cheiro também é uma importante forma de comunicação entre os indivíduos, utilizando tanto a urina, como secreções em duas glândulas localizadas na face para fazer isso.

Seus predadores são grandes felinos como a onça-pintada e a suçuarana, que predam principalmente os filhotes.

Foi constatada a presença de ectoparasitas, como carrapatos do gênero Amblyomma, que são bastante comuns no Neotrópico. No Peru, as espécies encontradas no pelo da anta foram: Amblyomma coelebs, Amblyomma incisum, Amblyomma latepunctatum,Amblyomma oblongoguttatum, Amblyomma ovale, e Amblyomma scalpturatum.

Forrageamento e dieta

As antas são animais frugívoros muito importantes na dispersão de sementes, engolindo-as e depois liberando elas pelas fezes. Forrageiam principalmente em clareiras ou em áreas próximas a cursos d’água. Podem se alimentar de até 42 espécies de vegetais, e em fragmentos de floresta da Mata Atlântica sendo as mais frequentes da família Rubiaceae, Melastomataceae eArecaceae. No Cerrado e em zonas de transição dessa vegetação com a Mata Atlântica, a anta se alimenta predominantemente de folhas e brotos. Mesmo nessas regiões, pode se alimentar de pequenos frutos de rubiáceas e melastomatáceas, já que são maioria nos estratos mais baixos da floresta. Em regiões alagadas do Pantanal e da Amazônia se alimentam de plantas aquáticas. No Peru, confirmou-se a predominante frugivoria da anta, já que até 33% da dieta era composta por fruto: é uma porcentagem alta para um não-ruminante. Nesse habitat, a anta costuma forragear em florestas de palmeiras, se alimentando principalmente de frutos de Mauritia flexuosa. Nesse mesmo estudo, mostrou que os frutos ingeridos pela anta têm entre 1 a 3 mm de diâmetro, alcançando um máximo de 50 mm de diâmetro. Na parte brasileira da Amazônia, foi constatado a mesma predominância de frutos e um importante papel na dispersão de sementes. A alimentação se constituía principalmente de frutos e sementes de plantas da família Fabaceae, Araceae e Anacardiaceae.19 Estudos na Venezuela mostraram que a anta prefere comer plantas em clareiras ou em floresta secundária, como forma de evitar as defesas das plantas em áreas mais fechadas.21

O reflexo flehmen é observado durante a corte no acasalamento.

Reprodução

A corte de caracteriza por uma aproximação do macho, que cheira e lambe a vulva da fêmea e exibe o reflexo flehmen. O macho tenta se aproximar, mas nas primeiras tentativas a fêmea corre, que é perseguida por ele, que tenta montá-la várias vezes. Isso pode durar por até quatro horas. A partir do momento em que a fêmea se mantém parada enquanto o macho monta em sua anca, a cópula começa.29A fêmea abaixa os quadris no momento da cópula, que dura cerca de um minuto.29Após o coito, a fêmea pode andar calmamente, seguida de perto pelo macho, que eventualmente a toca e podem descansar juntos, mas a fêmea também pode se comportar de forma agressiva ao macho.29 A cópula pode ocorrer tanto dentro, quanto fora da água, em animais em liberdade.6

O sistema de acasalamento da anta não foi devidamente definido. É bem provável que exista uma poliginia, pois existe uma tendência de monopólio de territórios de fêmeas por poucos machos. Entretanto, durante o estro, é observada a formação de um par monogâmico. A fêmea entre no cio a cada 50 a 80 dias, e ele dura cerca de dois dias. A gestação dura cerca de 380 dias, parindo um filhote por vez, que possui uma coloração diferente da do adulto: possui uma série de listras brancas horizontais no corpo, que somem quando se tornam adultos. O nascimento de filhotes ocorre a cada 15 meses, em cativeiro.

Conservação

A anta consta como “vulnerável” pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN).Também consta no apêndice II da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção. Apesar desse grau de ameça considerado pela IUCN, a situação é crítica em alguns locais, como naArgentina, Colômbia e Venezuela. A espécie possui a maior distribuição geográfica entre os tapirídeos, ocorrendo em mais de 10 000 000 km², apesar de que já se extinguiu em 14% de sua ocorrência original. Dados populacionais são insuficientes, mas presume-se que a anta esteja com suas populações declinando em grande parte de sua ocorrência, apesar de ainda ocorrer em grande parte da Amazônia e Pantanal.

O desmatamento para a agricultura é uma ameaça à espécie.

No Brasil, a espécie não figura na lista nacional, entretanto, consta nas listas estaduais do Paraná, Espírito Santo e Rio de Janeiro como “em perigo30 , em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul como “criticamente em perigo” e no estado de São Paulo como “vulnerável”. Uma avaliação do estado de conservação da espécie no país mostrou que a anta deve ser classificada como “vulnerável” dado que houve um declínio maior que 30% em sua abundância e em seu habitat, e somente na Amazôniaela pode ser classificada como de “baixo risco“. A situação no Pantanal é relativamente melhor do que em outros biomas brasileiros, sendo classificada como “quase ameaçada”, dado que em breve, a anta pode estar ameaçada nos ecossistemas pantaneiros, visto o avanço das pastagens exóticas e doenças advindas de animais domésticos. Na Mata Atlântica, 40% da população se concentra na Serra do Mar e apenas três subpopulações contém mais de 200 indivíduos, viabilizando sobrevivência a longo prazo. Nas próximas três gerações, a abundância de antas pode diminuir em 50% na Mata Atlântica, o que a classifica como “em perigo” neste bioma. Tal grau de ameça também é encontrado no Cerrado, dado que o avanço agropecuário na região reduziu em 67% a área de ocorrência da espécie no bioma. O desmatamento ainda possui elevadas taxas, com estimativas variando entre 22 000 e 30 000 km² por ano. Na Caatinga, ela é considerada como regionalmente extinta, e não há registros da espécie no interior dobioma há pelo menos 30 anos.

As ameaças à sobrevivência da anta são a caça, a alteração e degradação do habitat, atropelamentos, doenças advindas de animais domésticos e até envenenamento. A caça é uma das maiores ameaças à anta, dado sua taxa reprodutiva extremamente lenta. Em pequenos fragmentos de floresta é capaz de extinguir a espécie localmente em pouco tempo. Esta atividade humana é particularmente maior em regiões da Amazônia e nos Llanos da Venezuela e Colômbia, seja por subsistência, esportiva ou comercial. Entretanto, deve-se salientar que existe pressão de caça em toda a ocorrência da anta, principalmente por ser um animal de grande porte e que a carne é apreciada.

A caça, quando combinada com a fragmentação e destruição do habitat, possui efeitos devastadores sobre as populações da anta. A construção de usinas hidrelétricas é uma das principais causas na perda do habitat e tem um efeito catastrófico sobre a abundância da espécie: no estado de São Paulo, a construção da Usina Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta praticamente eliminou a população remanescente de antas na região. Além disso, a superexploração e depleção de recursos florestais oriundos de palmeiras é uma ameaça, dado a dependência que a anta possui de tais recursos para a alimentação. Odesmatamento total de áreas de vegetação nativa para implementação de campos cultivados e extração de madeira é outra causa na ameaça de extinção da espécie. Junto com a alteração do habitat, a expansão da pecuária em regiões em que a anta ocorre propicia a transmissão de zoonoses, como a febre aftosa. Em áreas em que existe grande densidade humana, além das já citadas ameaças, atropelamentos (principalmente no Sudeste e Sul do Brasil) e envenenamentos por conta da contaminação demananciais (como aqueles decorrentes do uso de agrotóxicos, mineração e exploração de petróleo) são causas significativas de mortalidade.

A conservação de florestas úmidas, a inibição da caça e ações mitigadoras, para diminuir os atropelamentos desse animal em rodovias que passam perto de áreas florestadas são medidas para se evitar a extinção dessa espécie.

fonte:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Tapirus

http://pt.wikipedia.org/wiki/Tapirus_terrestris

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

TUDO ISSO PRA FALAR QUE O APELIDO DA ANDRESA É ANTESA !

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