Escrava Isaura


1. Nome da Obra: A Escrava Isaura

Autor: Bernardo Guimarães

Editora: Martin Claret

Ano de Publicação: 2001

Edição: 1
2. FOCO NARRATIVO

O foco narrativo do livro Escrava Isaura é na terceira pessoa.

Livro Escrava Isaura

Livro Escrava Isaura

3. PROTAGONISTA

Isaura: Uma escrava branca, da cor do marfim, magra, estatura pequena, cabelos longos, muito bonita, pura, virginal, possuía um caráter nobre, inteligente, era dotada de natural bondade e muito singela de coração, além disso, sabia ler e escrever, falava italiano, francês e tocava piano.  É filha de um português com uma escrava negra. Foi criada como filha pela família que a possuía, porém, com a morte da matriarca que era sua protetora fica a mercê das crueldades de seu filho, Leôncio.

4. ANTAGONISTA

Leôncio é o vilão leviano, devasso e insensível que, de “criança incorrigível e insubordinada” e adolescente que sangra a carteira do pai com suas aventuras, acaba por tornar-se um homem cruel e inescrupuloso. Homem de aparência rude era o herdeiro de todos os maus instintos e devassidão do comendador, seu pai. Nutre por Isaura o mais cego e violento amor.

5. OUTROS PERSONAGENS

Comendador Almeida (Dono da Fazenda) um homem rude, imundo, avarento e canalha.

Feitor Miguel (pai de Isaura e Capataz da Fazenda), homem bom e forte, simples e trabalhador. Tratara bem aos escravos.
Juliana (mãe de Isaura). Era a mais linda escrava e sofria de privações, por não querer ser amante do Comendador Almeida.

Leôncio (filho do Comendador Almeida), mau caráter, dominador, mandão, mas de boa aparência. Com a morte dos pais se torna o dono de Isaura. É casado, porém apaixonado pela escrava. Homem sem escrúpulos fará todo o possível para possuí-la

Malvina (esposa de Leôncio), mulher dócil e bonita. Esposa de Leôncio, simpatizava com Isaura até que percebeu as reais intenções de seu marido em relação à moça.

Henrique (cunhado de Leôncio), rapaz bom, estudioso e rico.

Elvira e Anselmo (nomes de Isaura e Miguel, quando fogem e vão morar em Recife)

Álvaro (abolicionista), moço bonito, rico, liberal e republicano. Homem rico, se apaixona por Isaura e fica extremamente chocado com a maneira como ela é tratada. Faz todo o possível para libertá-la e pretende se casar com ela, mesmo ciente do escândalo que isso representa.

Martinho (estudante), ganancioso e desprezível, cabeça grande, cara larga, feições grosseiras, olhos pardos e pequeninos.

Belchior (Jardineiro), um ser disforme e desprezível. Também é apaixonado por Isaura. Homem deformado, pretende se casar com a escrava. É o símbolo da estupidez submissa e também sua descrição física se presta a demonstrar sua conduta: feio, cabeludo, atarracado e corcunda.

Dr. Geraldo: é um advogado conceituado, que serve como fiel da balança para Álvaro, já que procura equilibrar os arroubos do amigo, mostrando-lhe a realidade dos fatos.

Rosa: escrava bonita, porém invejosa da atenção que todos dão a Isaura.

6. TEMPO (QUANDO A DURAÇÃO APROXIMADAMENTE DA HISTÓRIA)

Escrito na campanha abolicionista (1875). O autor pretende, nesta obra, fazer uma acusação documentada anti – escravo e da liberdade. O autor explorou uma das questões mais polêmicas da sociedade brasileira da época: a escravidão.

7. LUGAR (ES) ONDE ACONTECEU O ROMANCE.

Município de Campos de Goitacases (Rio de Janeiro) e Recife.

8. RELATE O ENREDO DA OBRA.

Isaura, escrava de pele branca, foi criada como filha na família em que serve. Foi durante muito tempo a protegida da matriarca, que prometeu que após a sua morte a moça deveria ser liberta. Entretanto, esse último desejo não foi satisfeito e Isaura se tornou propriedade de Leôncio, um jovem sem caráter que por ela se interessa, apesar de casado.

A beleza da jovem cativa desperta paixões em vários dos personagens, além de Leôncio, o jardineiro Belchior, o feitor da fazenda e até o irmão de Malvina, esposa de Leôncio, fazem propostas à moça.

Em uma bela fazenda, no município de Campos de Goitacases (RJ), morava Isaura, uma linda escrava de cor de marfim. Isaura era filha de uma bonita escrava que por não se sujeitar aos sórdidos desejos do senhor comendador Almeida (dono da casa) sofreu as mais terríveis privações. Esta escrava teve um caso com o feitor Miguel, que era um bom homem e não aceitou castigá-la como mandou o seu senhor, sendo Isaura fruto desse relacionamento. Isaura foi educada pela mulher do comendador, e era dotada de natural bondade e candura do coração além de saber ler, escrever, italiano, francês e piano. A mulher do comendador tinha desejo de libertar Isaura, porém não fazia para conservá-la perto e assim ter companhia.

O pai da escrava, um homem livre chamado Miguel, reúne a vultosa quantia que fora pedida pelo pai de Leôncio para libertá-la, porém, o vilão encontra uma maneira para descumprir a promessa do pai, fingindo luto por sua morte. Inconformada com a situação, Malvina retorna para a casa de seus pais, fato que deixa Leôncio livre para atormentar Isaura.

O Sr. Almeida se aposenta, retirando-se para a corte e entrega a fazenda a seu filho Leôncio. Este era digno herdeiro de todos os maus instintos e devassidão do comendador.

Casou-se por especulação. Nutre por Isaura o mais cego e violento amor. Ele chega à fazenda com sua mulher – Malvina – e seu cunhado – Henrique. Malvina era mulher dócil e tratava Isaura muito bem. Henrique era um filho rico, estudante de medicina, e também ficou tocado pela beleza de Isaura. Morre a mãe de Leôncio sem deixar testamento que libertasse Isaura.
Henrique rapidamente percebe as intenções de Leôncio para com Isaura. Temendo que ele traia sua irmã, adverte que não vai tolerar tal ato. Henrique se oferece como amante para Isaura e daria em troca sua liberdade. O jardineiro da fazenda, um ser disforme e desprezível, também se oferece como amante. Isaura não dá atenção a essas propostas, e diz nunca casar sem amor. Leôncio é avistado por Henrique e Malvina quando fazia semelhante proposta à Isaura. Malvina sentencia: ou ela (Isaura) ou eu.

No mesmo momento da calorosa discussão, aparece o pai de Isaura com o dinheiro suficiente, uma enorme quantia de 10 contos de réis, para comprar a liberdade dela conforme havia prometido o comendador Almeida. Leôncio não aceita o dinheiro e dá desculpas .
Morre o pai de Leôncio e ele finge imensa tristeza por dias, e fica temporariamente sem brigar com a mulher. Passado certo tempo, Malvina continua a pressão para libertar Isaura. Com as desculpas e adiamentos de Leôncio, ela decide voltar para casa do seu pai. A sua saída era caminho livre para os intentos indecentes de Leôncio. Como Isaura continuava a resistir, Leôncio ameaça com torturas. Miguel, sabendo do acontecido, decide fugir com Isaura para o Norte.

O pai de Isaura, Miguel, decide então fugir com a filha para o nordeste do país. Os dois se instalam em Recife e adotam novos nomes. Na nova cidade Isaura conhece Álvaro, homem por quem se apaixona e é correspondida. Ele fica sabendo que ela é uma escrava fugida da pior maneira, ao levá-la a um baile um estudante a denuncia na frente de todos. Isaura é obrigada, então, a assumir sua condição, Álvaro, porém, defende a amada.

Chegando a Recife, Isaura muda seu nome para Elvira e Miguel para Anselmo (para ninguém os descobrirem) passando a morarem numa chácara no bairro de Santo Antônio. Álvaro era um moço rico, filho de uma distinta e opulente família, liberal, republicano e abolicionista ao extremo.

Ele avista Isaura ao passear perto da sua chácara e a conhece, passando a visitá-la constantemente. Álvaro se utiliza de todos os meios para convencer Isaura a ir a um baile com ele. Isaura não queria ir para não enganar a sociedade e iludir o seu amante. Ela por diversas vezes tentou contar a Álvaro que se tratava de uma escrava fugida, mas não tinha coragem.
No baile, Isaura se destaca no meio de todas as mulheres devido a sua beleza e por tocar muito bem piano. Contudo, é reconhecida por Martinho – um estudante de sórdida ganância e espírito de cobiça – que havia guardado um anúncio de escravo fugido. Ele provoca um escândalo durante o baile e Isaura confessa diante de toda a sociedade se tratar de uma escrava. Álvaro, não obstante, defende Isaura das mãos imundas de Martinho. Martinho, sem conseguir levá-la, escreve para Leôncio informando que havia achado sua escrava.
Graças à valiosa intervenção de Álvaro, Miguel e Isaura continuam na sua chácara em Santo Antônio na espera das ações que ele havia prometido tomar. Isaura conta que fugiu para escapar do amor de um senhor cruel. Enquanto Álvaro se encontrava na chácara, Leôncio aparece para sua surpresa e exige levar Isaura. Leôncio encontrava-se munido de um mandado de prisão contra Miguel e guardas para levar sua escrava.

A aparição é seguida de forte discussão e Álvaro avança contra Leôncio. A briga é cessada com a aparição de Isaura que se entrega ao seu senhor.
Isaura volta à fazenda onde fica na mais completa reclusão. Leôncio volta para Malvina, pois iria precisar do seu dinheiro. Miguel é ludibriado na cadeia e convencido a tentar persuadir Isaura a se casar com Belchior, o jardineiro da fazenda, em troca da liberdade sua e da filha.

Descoberta, Isaura volta a ser escrava de Leôncio. Numa manobra, Isaura é convencida a se casar com Belchior, porém, antes que a cerimônia fosse realizada, surge Álvaro, que havia descoberto a falência de Leôncio e adquirido sua dívida. Dessa forma, ele passa a ser dono de todas as propriedades do vilão, incluindo Isaura.
Isaura aceita o sacrifício, pois estava sem forças e sem esperança. Leôncio já havia tomado todas as providências para o casamento, quando é informado que alguns cavalheiros chegaram. Pensando se tratar do vigário e do tabelião, manda eles entrarem. Fica surpreso ao ver Álvaro. Este tinha ido ao Rio de Janeiro e descobre com alguns comerciantes que Leôncio estava falido. Compra os seus créditos e fica dono de toda a dívida de Leôncio.
Álvaro fala para Leôncio que nada mais o pertence, que toda a sua fazenda incluindo os escravos passava a ser dele com a execução dos débitos. Isaura abraça Álvaro. Leôncio jura que nunca irá implorar a sua generosidade para abrandar a dívida. Ele se ausenta da sala e se mata.Leôncio se mata e a história tem um desfecho feliz.

ANÁLISE

Uma vez que A Escrava Isaura se trata de uma obra romântica, seu enredo segue a risca todas as convenções da escola literária. A construção dos personagens, por exemplo, obedece às fórmulas do gênero: Isaura, a protagonista, é extremamente idealizada, portadora de todo tipo de virtudes e de uma beleza que acompanha essa nobreza de caráter, além disso é uma defensora ferrenha de sua honra e não aceita nenhum tipo de galanteio até encontrar o homem que chega a amar. O mesmo vale para Álvaro, seu par.

A Escrava Isaura virou novela na Rede Globo (Foto: Divulgação/Tv Globo)
A Escrava Isaura virou novela na Rede Globo (Foto: Divulgação/Tv Globo)

Os vilões, por sua vez, são dotados exclusivamente de características negativas, sendo incapazes de gestos bondosos. Personagens como Belchior, que tem todo tipo de defeito físico, refletem também em sua constituição física suas falhas de caráter.

O amor também é construído de acordo com as convenções românticas. Isaura e Álvaro se apaixonam à primeira vista, como costumava acontecer nos folhetins da época.  Sobre a linguagem, como obra romântica, a adjetivação é intensa e elaborada, são abundantes as descrições tanto das personagens quanto da natureza que as cerca, outro valor vinculado ao romantismo. Além disso, o romance apresenta foco narrativo na terceira pessoa.

Embora seja contraditório que o símbolo da literatura abolicionista brasileira fosse uma escrava branca e educada, esse elemento se torna compreensível quando se reflete sobre o público que acompanhava esse tipo de romance na época. Dessa forma, mesmo destoando do perfil dos escravos africanos, o enredo do livro teve grande impacto para  uma parcela da sociedade.
10.CONTEXTO

Sobre o autor
Bernardo Guimarães conseguiu destaque entre os escritores do romantismo especialmente por sua abordagem do tema escravidão. A Escrava Isaura representa um marco na literatura abolicionista.

Importância do livro
A Escrava Isaura se tornou um livro muito popular já na época de sua publicação graças ao apelo abolicionista mesclado ao sentimentalismo. O romance foi um sucesso sobretudo entre o público feminino que se compadeceu do sofrimento da heroína cativa.

Período histórico
O livro de Guimarães foi publicado em 1875, época em que a escravidão era questionada por muitos intelectuais. A abolição da escravatura de fato só aconteceu em 1888.

10. Vocabulário:

Sórdidos: sujo, imundo, nojento.
Candura: cândido, singelo.
Devassidão: devasso, libertinagem.
Especulação: investigação.
Disforme: desfigurado, horroroso.
Opulente: abundância, luxo, grande riqueza.
Ganância: anciã exagerada de ganho.
Reclusão: Prisão.

CONTEXTO

Sobre o autor
Bernardo Guimarães conseguiu destaque entre os escritores do romantismo especialmente por sua abordagem do tema escravidão. A Escrava Isaura representa um marco na literatura abolicionista.

Importância do livro
A Escrava Isaura se tornou um livro muito popular já na época de sua publicação graças ao apelo abolicionista mesclado ao sentimentalismo. O romance foi um sucesso sobretudo entre o público feminino que se compadeceu do sofrimento da heroína cativa.

Período histórico
O livro de Guimarães foi publicado em 1875, época em que a escravidão era questionada por muitos intelectuais. A abolição da escravatura de fato só aconteceu em 1888.

fonte:

http://educacao.globo.com/literatura/assunto/resumos-de-livros/a-escrava-isaura.html

http://www.brasilescola.com/literatura/a-escrava-isaura.htm

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