Trombocítos


Trombócitos

Por Débora Carvalho Meldau
Os trombócitos, também nomeados de plaquetas, são corpúsculos anucleados que estão presentes na corrente sanguínea, produzidos a partir da megacaracitopoiese que ocorre na medula óssea. Elas possuem um formato discoidal, com um diâmetro que varia de 2-4μm e são provenientes da fragmentação citoplasmática de megacariócitos, sendo que cada uma destas células pode originar de 2 a 80 mil plaquetas em um período de 3 a 12 dias. O estímulo para a produção dos trombócitos se dá através de um hormônio produzido no fígado, a trombopoetina.

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Trombócitos
Este fragmento de célula é muito frágil e tem a função de promover a coagulação sanguínea (através da formação da chamada rolha homeostática) e ajudar na reparação de paredes de vasos sanguíneos. Comumente, existem cerca de 150.000 a 400.000 plaquetas/mm³ de sangue e possuem uma vida média de cinco dias nos humanos, sendo em seguida sequestrada e destruída pelo baço. Em esfregaço sanguíneo, este corpúsculo apresenta o hialômero, que é caracaterizado por possuir uma parte azul-clara, transparente, que contém grânulos que são os cromômeros, corados em púrpura.

Os trombócitos possuem um sistema canicular aberto, que possui comunicação com as invaginações presentes na membrana plasmática das plaquetas. Sendo assim há uma comunicação direta do interior da plaqueta com a sua superfície, facilitando a liberação de moléculas armazenadas dentro destes corpúsculos.

Existem algumas situações onde a contagem plaquetária pode estar alterada, chamadas de alterações quantitativas. Quando há uma diminuição do número de plaquetas circulantes, recebe o nome de trombocitopenia. Esta alteração pode ocorrer devido ao uso de alguns medicamentos, em casos de gravidez, púrpura trombocitopênica idiopática, pessoas que passam por quimioterapia e também pessoas com síndrome urêmica hemolítica.

Já a trombocitose, onde há um aumento do número de plaquetas circulantes, acomete pessoas com anemia ferropriva, pessoas esplenectomizadas (quando o baço é retirado), período pós-hemorrágico, pós-cirúrgico e pós-trauma.

Existem também as alterações qualitativas, onde mesmo que uma pessoa esteja com a contagem plaquetária dentro da normalidade, não significa que ela não poderá ser portadora de problemas de coagulação. Isto acontece, por exemplo, em uma doença hereditária conhecida como Doença de von Willebrant.

Fontes:
Histologia Básica – Luiz C. Junqueira e José Carneiro. Editora Guanabara Koogan S.A. (10° Ed), 2004.

Arquivado em: Citologia, Sangue

http://www.infoescola.com/citologia/trombocitos/

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