Leão


Leão

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O leão [feminino: leoa] (nome científico: Panthera leo) é uma espécie de mamífero carnívoro do gênero Panthera e da família Felidae. A espécie é atualmente encontrada na África subsaariana e na Ásia, com uma única população remanescente em perigo, no Parque Nacional da Floresta de Gir, Gujarat, Índia. Foi extinto na África do Norte e no Sudoeste Asiático em tempos históricos, e até o Pleistoceno Superior, há cerca de 10 000 anos, era o mais difundido grande mamífero terrestre depois dos humanos, sendo encontrado na maior parte da África, em muito da Eurásia, da Europa Ocidental à Índia, e na América, do Yukon ao México. É uma dos quatro grandes felinos, com alguns machos excedendo 250 quilogramas em peso, sendo o segundo maior felino recente depois do tigre.

A pelagem é unicolor de coloração castanha, e os machos apresentam uma juba característica. Uma das características mais marcantes da espécie é a presença de um tufo de pelos pretos na cauda, que também possui uma espora. Habita preferencialmente as savanas e pastagens abertas, mas pode ser encontrado em regiões mais arbustivas. É um animal sociável que vive em grupos que consiste das leoas e suas crias, o macho dominante e alguns machos jovens que ainda não alcançaram a maturidade sexual. A dieta consiste principalmente de grandes unguladose possuem hábitos noturnos e crepusculares, descansando e dormindo na maior parte do dia. Leões vivem por volta de 10-14 anos na natureza, enquanto em cativeiro eles podem viver por até 30 anos. Alguns animais desenvolveram o hábito de atacar e devorar humanos, ficando conhecidos como “devoradores de homens”.

A espécie está classificada como “vulnerável” pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), e sofreu um declínio populacional de 30-50% nas últimas duas décadas no território africano. Na Ásia, o leão está confinado a uma única área protegida e sua população é estável, mas está classificado como “em perigo”, já que a população não passa de 350 animais. Entre as ameaças, a perda de habitat e os conflitos com humanos são as principais razões de preocupação na sua conservação. Por centenas de anos, o leão tem sido usado como símbolo de bravura e nobreza em diversas civilizações e culturas da Europa, Ásia e África. Está amplamente representado em esculturas, pinturas, bandeiras nacionais, brasões, e em filmes e na literatura contemporâneos.

Etimologia

Nas línguas românicas, o nome do leão deriva do latim leo; cf. Grécia antiga λέων (leão). Na língua hebraica, a palavra lavi (לביא) também está relacionada a essa etimologia, bem como o rw do Egito Antigo. A designação científica, Panthera leo, talvez seja derivada do gregopan- (“todos”) e ther (“besta”), mas talvez seja essa uma etimologia mais popular do que acadêmica. Sob origem da Ásia Oriental, Panthera leopode significar “o animal amarelado “, ou até “branco-amarelo”.

Nomenclatura e taxonomia

O leão foi descrito no século XVIII por Carolus Linnaeus, em seu Systema Naturae, como Felis leo. Nos séculos XVIII e XIX, a maioria dos naturalistas e pesquisadores seguiram a nomenclatura originalmente proposta. Em 1816, Lorenz Oken propôs a definição genérica Panthera(originalmente como subgênero de Felis), assim como a Leo e Tigris. Algumas autoridades consideraram o Panthera como inválido por razões técnicas de nomenclatura e preferiram usar o termo genérico Leo.[10] Em 1956, a Comissão Internacional de Nomenclatura Zoológica rejeitou a obra de Oken, Lehrbuch der Naturgeschichte, para fins de nomenclatura zoológica.[11] Na década de 1960 e 1970, a questão sobre a validade do gênero Panthera foi questionada junto a Comissão Internacional de Nomenclatura Zoológica, que em 1985 decidiu pela conservação do termo genérico Panthera.

Subespécies

O leão demonstra grande variação morfológica, que é particularmente acentuada no tamanho, na cor e espessura da pelagem, na retenção das manchas juvenis e na juba, que pode variar na cor, densidade e distribuição entre e dentro das populações. A variação entre o número de subespécies descritas e aceitas para a espécie são grandes. Alguns taxonomistas aceitam apenas oito subespécies, enquanto outros reconhecem somente duas, uma africana e outra asiática. Wozencraft, no Mammal Species of the World, reconheceu onze subespécies. E alguns pesquisadores consideram a espécie como monotípica.O leão da Brandoa é conhecido pela grande dimensão do seu orgão repodutor , hoje em dia existem apenas dois exemplares no mundo inteiro.

As oito subespécies comumente reconhecidas são:

Subespécie Autoridade, ano Vernáculo Distribuição Notas taxonômicas Imagens
Panthera leo persica (Meyer, 1826) leão-asiático; leão-indiano; leão-persa Originalmente da Ásia Menor ao subcontinente indiano; península balcânica e Cáucaso; restrito ao noroeste da Índia, no estado do Gujarat Panthera leo persica Nuremberg Zoo.JPG
Panthera leo leo (Linnaeus, 1758) leão-da-barbária; leão-do-atlas Originalmente no norte da África, do Marrocos ao Egito; extinto na natureza Tête dOr 02.jpg
Panthera leo azandica (J.A.Allen, 1924) leão-do-nordeste-do-congo Região nordeste da República Democrática do Congo
Panthera leo bleyenberghi (Lönnberg, 1914) leão-do-katanga; leão-do-sudoeste-africano; leão-angolano Sudoeste da África, Namíbia, Botsuana, Angola, Katanga (República Democrática do Congo), Zâmbia e Zimbábue. P l Bleyenberghi 1.jpg
Panthera leo krugeri (Roberts, 1929) leão-do-transvaal; leão-do-sudeste-africano Região do Transvaal, na África do Sul, Moçambique, Zimbábue e Botsuana Inclui o Panthera leo verneyi (Roberts, 1945).[16] African Lion Panthera leo krugeri Male and Female 2200px adjusted.jpg
Panthera leo melanochaita (C.E.H. Smith, 1858) leão-do-cabo Originalmente na região do Cabo, na África do Sul; possivelmente extinto Análise molecular não suporta o reconhecimento desta subespécie como distinta, considerando-a coespecífica com a krugeri.[17]Entretanto, análise morfológica demonstra a distinção do leão-do-cabo.[21] Cape Lion.jpg
Panthera leo nubica (de Blainville, 1843) leão-núbio; leão-do-leste-africano; leão-da áfrica-oriental; inclui leão-do-masai; leão-etíope; leão-abissínio; leão-da-somália África Oriental, da Etiópia e Quênia a Tanzânia e Moçambique Inclui o Panthera leo hollisteri (J.A. Allen, 1924), o Panthera leo massaica (Neumann, 1929) e o Panthera leo nyanzae (Heller, 1913)[16]considerado por alguns como subespécies distintas.[1] Inclui também o Panthera leo roosevelti (Heller, 1913) e o Panthera leo somaliensis(Noack, 1891). Lion in masai mara.jpg
Panthera leo senegalensis (J.N. von Meyer, 1826) leão-do-senegal; leão-da-áfrica-ocidental África Ocidental, do Senegal até a República Centro-Africana Inclui Panthera leo kamptzi (Matschie, 1900)[16] considerado por alguns como uma subespécie distinta.[1]

As subespécie são diferenciadas pela aparência da juba, tamanho e distribuição geográfica. Como estas características são inconsistentes e altamente variáveis, a maioria dessas formas são questionáveis e, provavelmente, inválidas, além disso, muitas vezes as distinções foram baseadas em material de zoológicos de origem desconhecida, que poderiam ter tido características morfológicas “impressionantes, mas anormais”.

Enquanto o status do leão-asiático como subespécie é geralmente aceito, as relações sistemáticas entre as subespécies africanas não está completamente resolvida.[quem?] As variações mitocondriais do leão africano são modestas e suportam a teoria de que todas as populações possam ser agrupadas em uma única subespécie

Distribuição geográfica e habitat

Na África, a savana com arborização escassa é o habitat preferencial da espécie.

A espécie originalmente estava distribuída por toda África subsaariana (exceto na densa floresta tropical) e do norte da África (acima do deserto do Saara) através do sudoeste asiático, a oeste até a Europa (península balcânica e Cáucaso) e a leste até a Índia.

As evidências da presença da espécie na Eurásia não são totalmente confiáveis, especialmente durante o Holoceno Inferior e Médio (entre 9 600 e 3 500 anos atrás). Fragmentos ósseos encontrados na Espanha, Itália e Grécia são de difícil diagnóstico, podendo ser atribuídos tanto ao leão moderno quanto ao leão-das-cavernas. Já para o Holoceno Superior (entre 3 500 e 500 a,C,), alguns restos ósseos podem ser de animais cativos ou a sua datação pode ser vagamente atribuída ao período Neolítico limitando as interpretações.

Registros indicam que a expansão da espécie na Europa tenha chegado até 45º-48ºN (Hungria, Bulgária e Ucrânia), tendo extinguido-se nestas localidades por volta de 3 000 a,C,. Os leões extinguiram-se no Peloponeso durante o final da era micênica (100 e 1 400 a,C,).[42] Heródoto menciona que leões viviam nas planícies de Nestos, tendo atacado as caravanas de camelos do rei persa Xerxes I em sua marcha através da Trácia em 480 a,C, JáAristóteles reportou que eles eram raros por volta de 300 a,C,.[43] Sendo completamente extintos nas montanhas do norte da Grécia no primeiro século depois de Cristo. A população no Cáucaso sobreviveu até o século X, sendo considerado o último refúgio da espécie na Europa.

Mapa mostrando as subespécies mais comumente aceitas nos últimos anos.

O leão foi erradicado da Palestina na Idade Média e da maior parte do resto da Ásia após a chegada das armas de fogo, facilmente disponíveis no século XVIII. Entre o final do século XIX e começo do século XX, ele se extinguiu no norte da África e no sudoeste asiático. No final do século XIX, o leão desapareceu da Turquia e da maior parte do norte da Índia, enquanto que a última aparição de um leão no Irã foi em 1941 (entre Shiraz e Jahrom, na província de Fars), embora o cadáver de uma leoa tenha sido encontrado nas margens do rio Karun, na província de Khūzestān em 1944.

Até cerca de 1850, o leão estava distribuído no subcontinente indiano e era encontrado em Gujarat, Haryana, Madhya Pradesh, Punjab, Rajastãoe Uttar Pradesh. No início da década de 1900, a população foi drasticamente reduzida e confinada no noroeste da Índia, na reserva de caça particular do nababo de Junagarh. A área foi transformada em parque nacional em 1965.

Na África, os leões podem ser encontrados em savanas com arborização escassa de Acacia que servem como áreas de descanso; na Índia, o habitat compreende uma mistura de savana arbustiva seca e floresta decídua seca. O leão tem uma larga tolerância para habitats, ausente somente na floresta tropical e no interior do deserto do Saara. A espécie pode ocorrer do nível do mar até regiões montanhosas, no leste da África pode ser encontrado até 3 600 metros, nos Monte Elgon, Quênia e Ruwenzori, e nas Montanhas Bale, na Etiópia, pode ser encontrado aos 4 200 metros.

Características

Características
Peso 150 – 250 kg (Machos)
120 – 180 kg (Fêmeas)
Comprimento
(média)
1,70 – 2,50 m (Machos)
1,40 – 1,75 m (Fêmeas)
Cauda
(média)
90 – 105 cm (Machos)
70 – 100 cm (Fêmeas)
Altura
(cernelha)
1,20 m (Machos)
1,07 m (Fêmeas)
Gestação 100 – 119 dias
Tamanho de ninhada 1 – 4 filhotes
Desmame 6 – 7 meses
Maturidade sexual 3 – 4 anos (Machos)
3 – 4 anos (Fêmeas)
Longevidade até 14 anos em liberdade,até 26 anos em cativeiro

O leão é o segundo maior felino depois do tigre, apresentando comprimento e peso menor, mas sendo mais alto na cernelha. Possui uma pelagem curta e a coloração é unicolor, variando do castanho claro ao cinza prateado e do vermelho amarelado ao marrom escuro.[10] Não apresenta rosetas e os filhotes e juvenis apresentam manchas na pelagem. O ventre e as partes mediais dos membros são mais claras, e o tufo de pelos na ponta da cauda é preto. A juba é geralmente castanha, variando em tonalidades amareladas, avermelhadas ou tons mais escuros de marrom. Com a idade, a juba tende a ficar mais escura, podendo ser inteiramente preta. Tem a cabeça arredondada e curta, com a face larga e orelhas arredondadas, o pescoço é relativamente curto e o corpo musculoso e bem proporcional.

Leões tendem a variar em tamanho dependendo do seu ambiente e área de distribuição, resultando em uma grande variação de registros morfométricos. Os indivíduos da África Austral tendem a ser 5 por cento mais pesados do que os da África Oriental, em geral. O maior leão registrado, com quase 3,6 metros de comprimento (incluindo a cauda), foi um macho abatido perto Mucsso, no sul de Angola, em outubro de 1973. O mais pesado leão conhecido na natureza foi um “devorados de homens” abatido em 1936 nas cercanias de Hectorspruit, no leste da província do Transvaal, África do Sul, que pesava 313 kg. Outro leão nomeadamente descomunal do sexo masculino, foi abatido perto do Monte Quênia, e pesava 272 kg. Leões em cativeiro tendem a ser maiores do que os leões em estado selvagem, o mais pesado registrado era um macho no Zoológico de Colchester, na Inglaterra, em 1970, chamado Simba, que pesava 375 kg.

Juba

Só o macho possui a juba e o leão é o único felino que a possui. Há duas teorias que podem justificar a sua existência, a primeira diz que a juba seria um meio de se defender de predadores e de luta por território; a segunda teoria diz que a juba serve para que o macho pareça maior e assim intimide os adversários, impedindo que na maioria das vezes aconteça luta corporal (teoria mais aceita).

As leoas costumam se interessar por leões de jubas maiores e mais escuras, o que fortifica a segunda teoria.

Leucismo

Leão branco no Zoológico de Bratislava

O leucismo, assim como acontece com o tigre branco, é uma mutação rara que acomete principalmente animais da subespécie Panthera leo krugeri, causando uma despigmentação dos pelos, fazendo que esses animais sejam chamados popularmente de leões brancos. Esses indivíduos leucísticos podem ser encontrados em algumas reservas na África do Sul em estado natural e em zoológicos ao redor do mundo. O leucismo é causado por um gene recessivo e mantém a coloração dos olhos e pele normais, diferindo assim do albinismo.[quem?]

A confirmação da existência de leões brancos só veio no final do século XX. Durante séculos, acreditava-se que o leão branco era uma lenda fictícia circulando na África do Sul, onde é dito que a pelagem branca representa a bondade presente em todas as criaturas. A primeira aparição ocorreu no início de 1900 e continuou sendo incomum por quase 50 anos, até que em 1975, Chris McBride descobriu uma ninhada de filhotes brancos na Reserva Privada de Caça Timbavati.[quem?]

Ecologia e comportamento

Leoa a caçar

Esses grandes felinos vivem em bandos de 5 a 40 indivíduos, sendo os únicos felinos de hábitos gregários. Em um bando, há divisão de tarefas: as fêmeas são encarregadas da caça e do cuidado dos filhotes, enquanto o macho é responsável pela demarcação do território e pela defesa do grupo de animais maiores ou mais numerosos (contra eventuais ataques de hienas, búfalos, elefantes e outros leões machos).

São exímios caçadores de grandes herbívoros, como a zebra e o gnu, mas comem quase todos os animais terrestres africanos que pesem alguns poucosquilogramas. Como todos os felinos, têm excelente aceleração, mas pouco vigor. Por isso, usam tácticas de emboscada e de ação em grupo para capturar suas presas. Muitos leões desencadeiam o ataque a 30 metros de distância da presa. Mesmo assim, muitos animais ainda conseguem escapar. Parasobreviver, um leão necessita ingerir, diariamente, cerca de 5 quilos de carne, no mínimo, mas caso tenha a oportunidade, consegue comer até 30 quilos de carne numa só refeição. Isto acontece porque nem sempre os leões são bem sucedidos, e quando o são, aproveitam toda a carne disponível para não precisarem voltar a caçar tão cedo.

Vista comparativa entre umser humano e um leão, 1860

Apesar do fato das fêmeas efetuarem a maior parte da caça, os machos são igualmente capazes. Dois fatores os impedem de caçar tantas vezes quanto as fêmeas: o principal é o seu tamanho, que os tornam muito fortes, porém menos ágeis e maiores gastadores de energia.

As fêmeas são sociais e caçam de forma cooperativa, enquanto os machos são solitários e gastam boa parte de sua energia patrulhando um extensoterritório, mas tanto machos como fêmeas passam de 16 a 20 horas diárias em repouso, num regime de economia de energias, uma vez que seu índice de sucesso em caças é de apenas 30%.

As fêmeas precisam de um tempo extra para caçar, porque os machos não cuidam dos filhotes. As leoas formam bandos de dois a dezoito animais da mesma família, o que as caracteriza como o único felino realmente social. Apesar de a caça em grupo ser mais eficiente do que a caça individual, sua eficácia não é tão compensadora, já que, em grupo, é preciso obter mais alimento para nutrir a todos. É mais provável que a socialização das fêmeas vise proteger os filhotes contra os machos.

Comunicação

Fêmeas demonstrando o comportamento social de lambedura

Quando em repouso, a socialização do leão ocorre através de uma série de comportamentos e os movimentos expressivos do animal são altamente desenvolvidos. Os mais comuns são gestos táteis de atrito das cabeças e lambedura,, que foram comparados com a catação em primatas. A fricção de cabeça – afocinhar a testa, o focinho ou o pescoço contra outro animal – parece ser uma forma de saudação, como é visto muitas vezes depois que um animal retorna para junto dos outros, ou depois de uma luta ou confronto. Os machos tendem a se esfregar uns nos outros, enquanto filhotes e fêmeas esfregam-se apenas em fêmeas. A lambedura social ocorre muitas vezes em conjunto com a fricção de cabeça; geralmente é mútua e o receptor parece expressar uma expressão prazerosa. A cabeça e o pescoço são as partes mais comumente lambidas, o que pode ter surgido como uma utilidade, já que um leão não consegue lamber estas áreas individualmente.[58]

Os leões têm uma variedade de expressões faciais e posturas corporais que servem como gestos visuais. O repertório de vocalizações também é grande, variações na intensidade e altura, em vez de sinais discretos, parecem essenciais para a comunicação. Os sons do leão incluem rosnado, sibilação, rugido, latido rosnado, tossidela e miado. Os leões tendem a rugir de uma forma muito característica, começando com um longo rugido pouco profundo que avança em um série de outros mais curtos. Eles rugem na maioria das vezes durante a noite, o som, que pode ser ouvido a uma distância de 8 km, é usado para anunciar a presença do animal. Outras funções do rugido incluem aviso e defesa do território e como uma forma de comunicação para coordenar a caçada.

Dieta e hábitos alimentares

O gnu é a principal presa na dieta do leão na África

O leão pode se alimentar de qualquer coisa que consiga apanhar, mas sua dieta consiste principalmente de animais pesando entre 50 e 300 quilogramas.[10] As presas do leão-asiático são geralmente menores que as do africano.[16] Entre as espécies africanas mais significativas estão a impala (Aepyceros melampus), gnu (Connochaetes taurinus), outros antílopes (Gazella spp.; Damaliscus spp.; Eudorcas spp.; Oryx spp.), girafa (Giraffa camelopardalis), búfalo (Syncerus caffer), zebra (Equus burchellii) e facóquero (Phacochoerus africanus).[10] O chital (Axis axis) consiste na principal presa dos leões-asiáticos, que também pode se alimentar de outras espécies de cervos, como o sambar (Rusa unicolor).[16] Outras presas incluem o javali (Sus scrofa), antílope-de-quatro-cornos (Tetracerus quadricornis), nilgó (Boselaphus tragocamelus), chinkara (Gazella bennetti), Lepus nigricollis, porco-espinho-indiano (Hystrix indica), langur-comum (Semnopithecus entellus) e o pavão (Pavo cristatus).

A grande maioria das espécies são caçadas com base na disponibilidade das mesmas. Mas alguns fatores afetam a vulnerabilidade da presa como a abundância, tamanho, distribuição espacial e temporal, defesas e táticas anti-predação; e entre os fatores ambientais que influenciam no sucesso das caçadas estão a cobertura vegetal, hora do dia, presença da lua e aspecto do terreno. Um estudo amplo, com 48 localidades geográficas distintas na África, demonstrou que gnus, búfalos-do-cabo, gemsboks, girafas e a zebras-comuns são as presas mais consumidas. Na Ásia, um estudo revelou que o Axis axis representa cerca de 80% da dieta da subespécie. Animais que não são hábeis em capturar presas maiores podem se alimentar de aves, roedores, peixes, anfíbios, répteis e ovos de avestruzes. Leões também ingerem ativamente carcaças, disputando diretamente essa fonte de alimento com hienas e abutres. Hipopótamos, rinocerontes, e elefantes são geralmente ignorados apesar de haver registros de ataques de leões a estes animais.

Fêmeas derrubando um búfalo-do-cabo no Serengeti

Os leões são animais possantes que normalmente caçam em grupos coordenados, cercando a presa escolhida no ataque. Contudo, a espécie não possui uma resistência particularmente elevada. Isto pode justificar-se pelo pequeno tamanho do coração que nas fêmeas representa apenas 0,57% do seu peso corporal, enquanto que nos machos ronda aproximadamente os 0,45%. Comparativamente, o coração de uma hiena representa um peso aproximado de 1% de seu corpo. Assim, a velocidade máxima destes felinos é alcançada a exíguas distâncias e em curtos períodos de tempo, isto origina a que o seu ataque a uma presa seja efectuado nas respectivas proximidades ou à noite. Geralmente a investida dos leões contra a presa é consumada a uma distância de cerca de 30 metros ou menos. São as fêmeas que frequentemente caçam para o grupo, uma vez mais agressivas do que os machos por natureza, enquanto que os machos, observam a caçada eventualmente assistindo as crias do bando. O ataque é rápido e veloz, tentando alcançar a vítima numa precipitada e eficaz investida final. A morte da presa é conseguida por estrangulamento, que leva normalmente à asfixia ou isquemia cerebral (o que resulta em hipoxemia ou hipoxia). A presa é também morta quando o leão obstruí a boca e as narinas do animal com as suas mandíbulas (o que também pode levar à asfixia). Porém, em casos de ataques a presas de pequeno porte, o leão pode facilmente matar com um golpe desferido com a pata.

Reprodução

A espécie não apresenta uma estação reprodutiva definida e pode se reproduzir a qualquer época do ano, sofrendo interferência do clima e da disponibilidade de alimento.Geralmente a fêmea se reproduz a cada dois anos e de preferência na estação das chuvas. A fêmea é poliéstrica, podendo entrar em estro em resposta à perda da ninhada por infanticídio ou em conjunto com outras fêmeas do bando. O estro dura entre 4 a 7 dias e possui um intervalo de poucos dias até um ano.

Híbridos

Casal de “ligers” no Everland Amusement Park, Coreia do Sul

O cruzamento de leões com tigres (especialmente as subespécies siberiana e de bengala) para a criação de híbridos, chamados de “ligers” e “tiglons” (ou “tigons”), é relativamente comum. Eles também foram cruzados com leopardos para produzir “leopons“, e com onças-pintadas para a produção de “jaglions“.[quem?] O marozi é supostamente um leão manchado ou um “leopon” natural,[quem?] enquanto o leão-manchado-congolês é um complexo híbrido leão-jaguar-leopardo, mais corretamente denominado de “lijagulep”.[quem?] Tais híbridos já foram comumente criados em zoológicos, mas agora essa prática é desencorajada devido à ênfase na conservação de espécies e subespécies. Híbridos são ainda criados em “menageries” privadas e em jardins zoológicos na China e Índia.[quem?]

Conservação

O leão-asiático ocorre em uma única e isolada população no estado do Gujarat, Índia.

O leão está classificado como “vulnerável” pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), enquanto a subespécie asiática é considerada “em perigo”. Na Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção apenas a população asiática é listada no “Apêndice I”.

As maiores populações da espécie estão na África Oriental e Meridional, e seus números estão decrescendo, com uma taxa estimada de 30-50% de queda nas últimas duas décadas. As estimativas populacionais para os leões africanos variava entre 16 500 e 47 000 animais na natureza em 2002-2004, uma queda quando comparada com os números do início da década de 1990 quando estimativas apontavam entre 30 000 e 100 000 indivíduos. O leão-asiático ocorre em uma única população na floresta de Gir e seu número foi estimado em 359 animais em 2005. Em 2007 foi reportado a morte de 34 leões devido à caça, eletrocussão, atropelamento e outras causas, mesmo assim, a população é considerada estável.

Desde a antiguidade o leão vem sofrendo extinções territoriais: Europa Ocidental (ano 1), Europa Oriental (ano 100), Cáucaso (século X), Palestina (século XII), Líbia (1700), Egito (década de 1790), Paquistão (1810), Turquia (1870), Tunísia e Síria (1891), Argélia (1893), Iraque (1918), Marrocos (1922), Irã (1942), dentre outras. Ainda no final do século XIX estava quase extinto da Índia.

Um leão macho se espreguiçando

Uma série de fatores se acumulam para ameaçar a continuidade da existência dos leões: seu número populacional reduzido, a constante redução de seus territórios e a caça indiscriminada são os principais. No continente africano, o mais grave fator a contribuir à sua extinção tem sido o abate retaliativo dos seres humanos: uma ampla cultura de gado favorece ataques ocasionais dos leões aos animais dos fazendeiros, que os perseguem e matam quando isso acontece. A caça, tanto ilegal como legal (pois é permitida em vários países do continente africano) também tem sido fator muito grave: por viver em grandes bandos e em áreas abertas, é mais fácil de ser caçado do que tigres e leopardos, pois sendo estes de mais difícil localização, torna-se o leão o maior alvo da caça indiscriminada.

fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Le%C3%A3o


A divisão dos despojos:

Um leão, um burro e uma raposa fez um pacto, e foram caçar juntos. Quando eles tinham matado uma presa,
Comandado o leão, o burro, ele deve compartilhá-los. O burro em seguida, fez três partes iguais e disse ao leão que ele deve escolher a parte que reverte para ele mesmo. O leão caiu em uma raiva e arrancou o rabo. Então ele perguntou a raposa, agora ele deve compartilhar.
Desde empurrou a raposa, quase todo o montante em uma pilha juntos, deixando para apenas algumas peças restantes.
O Leão sorriu com satisfação e perguntou a raposa: “Agora me diga o que lhe ensinou a partilhar realmente” A raposa respondeu: “O destino do burro”

Igual casal quando se separa e compartilha os bens..

Die Teilung der Beute
Ein Löwe, ein Esel und ein Fuchs schlossen einen Bund und gingen zusammen jagen. Als sie eine Beute erlegt hatten,
Befahl der Löwe, dem Esel, er solle diese teilen. Der Esel machte daraufhin drei gleiche Teile und sagte dem Löwen, er möge sich den Teil, der ihm zustehe, selbst wählen. Der Löwe geriet darüber in Zorn und zerriss den Esel. Darauf verlangte er von dem Fuchs, nun solle er teilen.
Da schob der Fuchs, fast die ganze Beute auf einen Haufen zusammen und liess für sich nur ein paar Stücke übrig.
Der Lõwe lächelte zufrieden und fragte den Fuchs: “Nun sage mir, was hat dich gelehrt, so richtig zu teilen?” Der Fuchs antwortete: “Das Schicksal des Esels “


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Leonardinho meu filho!

afetividade de pai

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Tem gente que gosta de tatuar o nome do filho no braço eu prefiro tatuar um animal!

 

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